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27 maio 2008

Asfalto


Asfalto!
A tua textura quente e granulada
Deixa-me em brasa!
Um fogo ardente percorre as minhas veias,
Todo o meu corpo palpita
De tão intenso e fugaz contacto.
Joelho... Cotovelooo...
Ainda sentem o teu toque.
Macio.... fugaz...
Não mais me abandonará!
Tal qual um flecha...
Deixará marcas profundas no meu corpo.
Um aperto e um forte arrepio à flor da pele.
Um petit-quelche-chose de quente-frio...

Esquerda.... Direitaaaaa...
Esquerdaaaaaaaaaaaaaa... Direitaaaaa...
Continuo em compasso descertado.

P.S. Espatifei-me ao comprido com a bicicleta.
Cotovel, joelho, mão, labio, queixo, nariz...
Todo o meu corpo arde do impacto
Um pedregulho de gelo derrete joelho abaixo,
E perfaz o contraste perfeito
Com a temperatura do corpo a latejar da ferida.

As marcas, essas são as do belo fim de tarde
de descoberta da Marina da Troncalhada
na companhia da Iolanda
(aparte as pisaduras lol)